Você já sabe o que são proventos?

Os diferentes tipos

Não importa se você está começando no mundo dos investimentos agora ou se já tem mais tempo de experiência nesse campo. O que tenho pra lhe dizer hoje é válido em qualquer uma dessas situações.

Ao acompanhar o dia a dia do mercado, pode ser muito comum que um investidor venha a se perguntar, em algum momento, o que são proventos, quais os principais tipos e como se dão os seus benefícios na prática.

Assim, eu lhe pergunto: você já sabe o que são proventos?

Na imagem, uma pessoa coloca moedas em um vidro com a etiqueta "dividend" (dividendo).

Proventos são formas de remuneração ao acionista de uma determinada empresa. Uma vez sócio, você tem o direito de receber esse tipo de benefício.

Diferentemente do que muitos pensam, uma Companhia apresenta diversas frentes para agregar valor aos seus acionistas com proventos, não se limitando somente a Dividendos e Juros Sobre Capital Próprio.  

Além dessas, podemos contar também com Bonificações e Direitos de Subscrição, por exemplo.

Como são vários tipos, com diferentes características, vamos agora entrar um pouco no detalhe de cada um deles.

Dividendos

É o tipo de provento mais conhecido e é recebido na forma de dinheiro, diretamente na sua conta.

O dividendo nada mais é do que um pedacinho do lucro de uma Companhia que o acionista tem direito de receber – essa parcela dos lucros que é repassada aos sócios como dividendos é chamada de payout. É previsto em lei que pelo menos 25 por cento dos lucros devem ser distribuídos, mas podem existir algumas excepcionalidades em casos específicos.

Quando determinado o valor total de dividendos que será distribuído por parte da empresa em um certo período, ele é então dividido pelo número total de ações para que se encontre a razão fixa de dividendos por ação (conhecida também como DPA ou DPS). Claramente, quanto mais ações você tiver, mais dividendos você vai receber…

O pagamento de dividendos é feito periodicamente e pode variar de empresa para empresa, podendo ser mensal, trimestral, semestral ou anual. Por fim, como os dividendos são calculados a partir do lucro líquido da empresa, a tributação já aconteceu. Logo, os recursos obtidos com dividendos são isentos de imposto de renda.


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Juros Sobre Capital Próprio

Muito parecido com os dividendos, esse tipo de provento também é uma forma de remunerar o acionista em dinheiro.

No entanto, na prática, a grande diferença é que os Juros Sobre Capital Próprio (JSCP) não são isentos de imposto de renda, havendo um recolhimento na fonte de 15 por cento.

Empresas, basicamente, usam o JSCP para se beneficiar sob o ponto de vista fiscal, aliviando o volume que a Companhia paga de imposto – ao considerá-los como uma despesa, a empresa teria uma base de resultado menor a ser tributada, por isso o benefício fiscal. É algo muito pouco utilizado quando olhamos mundo afora.

Bonificação

Diferentemente das duas alternativas acima, esse provento geralmente não é pago em dinheiro, mas sim em ações.

Ele acontece, basicamente, quando a empresa decide incorporar as suas reservas de lucro no seu capital social, emitindo assim uma nova quantidade de ações que serão distribuídas aos seus acionistas de forma proporcional ao que eles já possuem.

Mas então, você pode se perguntar: oras, se eu tenho mais ações ao mesmo preço, quer dizer que fico mais rico logo de cara?

Não!

Veja que, com o aumento do número de ações, é esperado que o preço individual de cada papel diminua no mercado, não alterando a posição.

A bonificação tem um efeito prático de ajuste bem parecido com o desdobramento de ações, apesar de ter uma finalidade bem distinta. O objetivo principal do desdobramento é promover liquidez no mercado, não alterando o custo de aquisição das ações. Já na bonificação, a ideia não é promover liquidez, mas sim aumentar o capital social através dos lucros, além de implicar uma alteração no custo de aquisição.

Você já deve ter se deparado com aquela situação esquisita na qual o preço de uma ação fecha o pregão em um certo valor e, no início do pregão do próximo dia, aparentemente sem nenhuma razão, ela é negociada em um valor menor.

Também deve ter se perguntado o que aconteceu quando, sem ter havido nenhuma compra recente, a quantidade de ações que você possui de uma determinada companhia aumentou. Uma das respostas do que pode ter acontecido pode ser justamente a bonificação.

Mas então, se a posição não muda, qual o benefício?!

Você terá mais ações e receberá mais dividendos nos próximos anúncios.  

Direito de subscrição

Os direitos de subscrição acontecem quando as companhias dão aos seus acionistas o direito de adquirir as novas ações emitidas em um momento que é decidido colocar mais ações no mercado para aumentar o capital.

Assim, o acionista tem a opção de preservar a sua participação dentro da empresa, sem sofrer diluição.

O benefício: na maioria das vezes, o valor da subscrição é menor do que o valor de cada ação no mercado. Se você está “comprado” na empresa, nos fundamentos, pode ser a chance de comprar a mesma coisa por um preço menor.

Conclusão

Para ter direito a qualquer um dos benefícios mencionados, o único caminho é tornar-se acionista de empresas que pagam proventos.

Tudo considerado, a pergunta que fica é: em vista do que falamos, qual tipo de provento é melhor? Creio que não existe uma resposta certa, sendo muito uma análise caso a caso.

Todos os formatos mencionados são formas de remunerar o acionista com proventos, cada uma com a sua vantagem, e acredito que o management tende a estar alinhado com os melhores interesses dos acionistas, usando cada um dos instrumentos de forma a rentabilizar o capital da melhor maneira possível em cada momento.

Você gosta da ideia de investir em empresas lucrativas, maduras e com bom histórico de remuneração aos acionistas? Convido você para conhecer o Nord Dividendos.

A série é destinada a todos que buscam conciliar as oportunidades de investimento no mercado de ações com a tranquilidade do recebimento de uma renda periódica. Por lá, contamos com relatórios regulares quinzenais e extraordinários, sempre que necessários, em razão da conjuntura de mercado.

Um abraço,


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por Guilherme Tiglia
em 20/04/2021 para Nord Insights

Engenheiro de Produção pelo Instituto Mauá de Tecnologia e pós-graduado em Finanças pelo Insper, iniciou sua carreira no Itaú-Unibanco em 2016. Integrou também as equipes da Quasar Asset Management e da Quatá Investimentos, atuando com análise de crédito corporativo e performance empresarial. Ingressou na Nord Research em julho de 2019, como parte da equipe do Nord Dividendos.

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