PETR: Refinarias liberadas

O Supremo Tribunal Federal negou o pedido de liminar solicitado pelas mesas do Senado e do Congresso, o qual requeria que a venda de refinarias da Petrobras (PETR4) passasse por aval do poder legislativo. Dessa forma, a Petrobras pode seguir seu processo de desinvestimentos com total segurança jurídica. Isso já era de entendimento do Supremo desde 2019, mas quando as refinarias começaram a receber propostas, o Congresso tentou barrá-las.


O fato é positivo para a Companhia, que pretende vender 8 das 15 refinarias. Duas delas já estão em fases mais avançadas. A RLAM está em fase de negociação dos contratos com o Fundo Mubadala, já a Repar entrou na fase das propostas vinculantes, tendo como interessadas a Ultrapar (UGPA3), Raízen Combustíveis (CSAN3) e a China Petroleum & Chemical Corporation.


A Petrobras pretende embolsar de 20 a 30 bilhões de dólares até 2024 com os desinvestimentos. Boa parte desse montante vai depender das propostas recebidas pelas refinarias à venda. Esse valor servirá principalmente para reduzir a dívida da Companhia, que registra 91 bilhões de dólares e possui meta de reduzir para 60 bilhões de dólares até 2022.


A Petrobras vai sair do refino? Não totalmente. A Companhia seguirá com as refinarias no sudeste, região responsável pela maior capacidade de refino do país, onde se encontram os mercados mais populosos e industrializados. Além disso, também é logisticamente estratégica para as principais regiões de extração, como a Bacia de Santos e Campos.


O processo de turnaround da Companhia segue sendo bem tocado pela atual administração, e os desinvestimentos  extremamente importantes   ganham ainda mais segurança jurídica. Seguimos acompanhando de perto o caso na série Nord Deep Value, que está fechada para novos assinantes no momento.


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